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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Crédito à habitação

Cópia de mensagem enviada ao Sr. 1º Ministro e, com as devidas adaptações, ao Sr. Ministros das Finanças, do Trabalho, da Economia e Grupos Parlamentares.
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Exmo. Senhor Primeiro-ministro

É bem do seu conhecimento o autêntico massacre que dizima a população portuguesa devido ao contínuo aumento das taxas de juro.

Até há bem pouco tempo os bancos escudavam-se na subida, ou na antecipação de subida, das taxas de juro do BCE.

Agora que essa argumentação não pode mais ser utilizada, pelo menos de momento, os bancos continuam a fazer subir as Uribor com a trágicas consequências todos os dias visíveis, i.e., a executarem as hipotecas detidas sobre as habitações e a levá-las à praça, completamente indiferentes ao facto de deixarem milhares de famílias na miséria.

Exa.

* Os portugueses são completamente alheios aos motivos pelo quais a banca sobre os juros.

* Os portugueses que compraram casa própria fizeram-no cumprindo um legítimo direito e um sonho comum a todos.

* A compra de habitação própria foi, durante anos, incentivada por sucessivos governos e pela banca.

Não é socialmente justo que sejam agora deixados completamente sós e entregues à ganância banca,
incapaz de atender senão aos seus próprios interesses.

É urgente e imperativo que sejam tomadas medidas de apoio a estes concidadãos de molde a salvar da desgraça e da miséria aqueles que ainda podem ser salvos.

Respeitosamente

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Crédito à habitação

Durante anos a banca incentivou e continua a incentivar o crédito ao consumo, nomeadamente o crédito hipotecário para compra de habitação.

A taxa de juro aplicável a esses empréstimos, todos o sabem, está indexada à Euribor, isto é, a taxa de juro que os bancos, e só eles, estabelecem para os empréstimos entre eles concedido.

Durante muito tempo os bancos justificavam a subida dos juros com a taxa de juro cobrada pelo BCE (Banco Central Europeu) e, antecipando, como diziam, o aumento dessas taxas, subiam eles logo a taxa Euribor.

Agora que o BCE não subiu a taxa de referência, a banca, continua a fazer aumentar a Euribor, sempre em nome da necessidade do mercado e da livre iniciativa, sem que os governos se decidam a, de uma forma ou outra, intervir para minorar a verdadeira hecatombe que se abate sobre as famílias, recusando a banca a assumir qualquer função social a não ser a sua e a dos seus accionistas, insaciável ganância.

Quando falo de accionistas refiro-me, principalmente, aos grandes accionistas, que tem uma palavra a dizer na gestão dos vários bancos e, não tanto, ao pequeno accionista que fez uma aplicação, mais ou menos modesta, das suas economias.

Verifica-se agora, depois do terramoto que afectou o mercado financeiro nos EUA, e apesar das centenas de milhões que as autoridades financeiras desse país e o BCE terem lançado no mercado, a Euribor continua a subir sem outra razão plausível a não ser a desconfiança com que os bancos se estão a olhar mutuamente.

Os balanços dos bancos são uma prova viva de que, apesar da crise, a banca continua a engordar indiferente às desgraças que provoca entre os mutuários do crédito, vítimas da sua legítima vontade de terem um teto para se abrigarem e da gula da banca.

É imperativo, é urgente, que os governos façam algo, senão isoladamente, pelo menos em conjunto, pelo menos junto do BCE para que a taxa de juro de referência seja revista em baixa, agira que a inflação na zona Euro está em baixa.

A banca, tal como as petrolíferas, não podem continuar a ser deixadas em roda livre, até porque o resultado que isso deu está à vista nos EUA, mesmo que entre nós a situação não seja igual à que se verificava nesse país líder incontestado do primado do capitalismo mais selvagem.

Pela minha parte vou fazer o mesmo que costumo fazer, mesmo seguro da inutilidade dos meus esforços, vou dirigir-me às entidades do costume, i.e., governo, grupos parlamentares, mais, neste caso, o governador do Banco de Portugal, etc.

É “fartar vilanagem” que o Zé está aqui para ser tramado por todos.
Siga a rusga

Saudações a todo(a)s
Nau Catrineta

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

o Crédito à habitação e a Euribor

Cópia de mensagem enderaçada ao Sr. 1º ministro e, com as necessárias alterações, ao Sr. PR, ministro da economia e grupos parlamentares.
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Assunto: Taxas de juro empréstimos habitação e outros


Exmo. Senhor Primeiro-ministro,


O Governo que V. Exa. encabeça não andará tão distraído da vida do cidadão comum que não saiba que, só nos primeiros 6 meses do ano em curso, mais de um milhar de habitações próprias, adquiridas com recurso a crédito hipotecário, foram já levadas à praça.

As medidas lançadas recentemente pelo Governo foram um fraco lenitivo, e algumas nem efeito ainda produziram, para que a situação desesperada em vivem incontáveis famílias, com a espada de Damocles permanentemente sobre a fronde, fosse aliviada.

Também nesta matéria, um Governo Socialista, deixa a esse poder ilimitado a que chamam de mercado, a decisão de, a seu livre arbítrio e em defesa dos seus exclusivos e particulares interesses, decidir livremente da sorte, ou desgraça, dos cidadãos chamados a um esforço que se tornou insustentável e que são, acima de tudo, vítimas do apelo e chamada ao endividamento pelas entidades que agora são os seus carrascos e que nada perdem, nunca perdem, com os negócios que efectuaram.

Sabedor do poder da banca que pode fazer cair um governo, não posso, ainda assim, apelar para que V. Exa. transmita um forte recado a essas instituições para que moderem o seu desenfreado apetite e sejam levadas a renegociar os contratos de quem está em dificuldade, de uma forma socialmente útil e que tenha realmente em conta os interesses, também ele legítimos, da parte mais fraca.

Neste capítulo a CGD, de que o Governo é o principal accionista, tem uma palavra a dizer, delineando essa política e convidando, numa base de livre concorrência, os mutuários em dificuldades a transferir os seus créditos, renegociando-os numa perspectiva eminentemente social.

As inúmeras situações que os portugueses estão a viver são de tal forma dramáticas que merecem e exigem que o Governo, qualquer que ele seja e, por maioria de razão um governo Socialista, tome uma atitude urgente e eficaz.

De V. Exa.
Respeitosamente